Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre O Novo Zoneamento De Curitiba

Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre O Novo Zoneamento De Curitiba!

Os projetos de urbanidade devem sempre priorizar a qualidade de vida e o bem-estar da população local. É justamente isso que o novo zoneamento de Curitiba oferece!

É importante esclarecer que o zoneamento impacta diretamente a vida de todas as pessoas. Por isso mesmo é um assunto que precisa ser tratado com seriedade e demanda a devida compreensão por parte de todos.

Além disso, é preciso estar atento pois o novo zoneamento possui algumas ligações com o código de obras de Curitiba, como vimos neste texto aqui. É interessante também estar por dentro dos diferentes tipos de manutenções que podem ser feitas no condomínio, como estas 10 principais listadas.

Agora voltando para o novo zoneamento de Curitiba, essa questão aborda questões como mobilidade, transporte público e a própria relação da população com o espaço de modo geral.

São assuntos de extrema importância política, social, urbana e em diversas esferas da vida do cidadão.

Portanto, uma das intenções do plano de zoneamento é garantir o uso mais proveitoso e disciplinado dos espaços. 

O plano diretor foi instaurado em 2015, mas a Câmara de Deputados entende que existe uma necessidade de revisar e atualizar o projeto. Essa nova etapa encontra-se ainda em tramitação na plenária da Câmara.

Tudo O Que Você Precisa Saber Sobre O Novo Zoneamento De Curitiba!

A Origem Do Novo Zoneamento

No entanto, para entender melhor como acontece o novo zoneamento de Curitiba, é importante entender a sua origem.

Essa é uma técnica voltada para o desenvolvimento urbano, que tem a intenção de identificar e até mesmo segregar atividades que possam, de alguma forma prejudicar a ocupação dos espaços dentro das cidades.

É uma ideia que existe há muito tempo, proveniente do século passado.

Uma das justificativas de sua criação é justamente que os projetos habitacionais e de moradia não sofressem, por exemplo, com a atividade comercial local. Dessa forma, diminuiriam os impactos prejudiciais de alguma forma.

Consequentemente, podemos citar alguns elementos que são a geração de ruídos e resíduos, além do comprometimento do trânsito local, que pode ser altamente impactado pelas atividades industriais e comerciais.

Foi justamente através dessa necessidade que surgiram alguns termos que usamos com frequência, tais como:

  • Zona comercial;
  • Zona de serviços;
  • Zona industrial;
  • Zona residencial etc.

Porém, um dos problemas identificados nessa ideia é que essas zonas acabavam ficando distantes demais, e exigiam que as pessoas se deslocassem de um lugar para outro para conseguir transitar, por exemplo, da zona residencial para a zona comercial.

Isso começou então a ser repensado a partir da década de 90, e nos trouxe a esse debate a respeito do novo zoneamento de Curitiba, que vamos explicar em detalhes o que sugere, através, por exemplo, da criação de zonas de uso misto.

O Que A Nova Lei De Zoneamento Propõe? – Novo Zoneamento De Curitiba

O novo zoneamento de Curitiba possui revisão em 11 pontos essenciais. Eles atribuem maior qualidade para a atividade urbana ao mesmo tempo em que não prejudicam o funcionamento da cidade enquanto espaço a ser ocupado e habitado.

1. Priorização do uso habitacional na Zona Central:

Surge com a ideia de revitalizar o centro da cidade. Uma das estratégias, nesse caso, é a utilização de antigos edifícios através de diferentes técnicas arquitetônicas.

 

2. Priorização do uso não habitacional nas pontas dos Eixos Estruturais Norte e Sul:

Já aqui enxergamos uma estratégia que poderá estimular a geração de empregos, além de promover um equilíbrio no que diz respeito a demanda do transporte coletivo nas vias expressas.

Ademais, a aplicação de IPTU Progressivo é uma das opções de valorização.

 

3. Aumento do porte de 100m² para 400 m²:

Essa diferença acontece nas zonas residenciais e estimula o surgimento de pequenos negócios.

Assim sendo, isso ajudará a diminuir a necessidade de deslocamento de grandes distâncias para a população, o que impacta também na mobilidade da cidade.

 

4. Criação de Zonas de Uso Misto 3 (ZUM-3) no Vale do Pinhão, Centro Cívico e Eixo Marechal Floriano/Linha Verde.

Essas regiões já são utilizadas de maneira mista, e o que o novo zoneamento de Curitiba prevê é justamente uma melhoria e um estímulo nessa atividade.

 

5. Revisão e atualização da malha de vias classificadas (coletoras e setoriais):

Essas são vias de extrema importância para o funcionamento da cidade. A proposta é justamente que elas recebam uma melhor distribuição, e sirvam como suporte essencial para a Rede Integrada de Transporte de Curitiba (RIT).

 

Conheça os outros 5 pontos que serão revisitados pelo Novo Zoneamento !

As mudanças não param por aí. O projeto de revisitar o zoneamento de Curitiba ainda traz outros 6 tópicos que serão analisados e, provavelmente, alterados. São eles:

1. Aumento do porte de 400m² para 2.000m² nas vias coletoras e setoriais:

Esse projeto tenta seguir a mesma ideia do porte das atividades vicinais, que salta de 100m² para 400m².

Portanto, haverá, um cuidado essencial com relação ao estacionamento e vias de acessos.

 

2. Diminuição do potencial construtivo do Centro Cívico de 5,0 para 4,0:

A ideia aqui é não estimular a competição entre zonas tanto habitacionais quanto não habitacionais.

 

3. Criação de uma Zona Residencial 3 de Transição (Z3-T):

Esse tópico do novo zoneamento de Curitiba propõe a criação de áreas mistas com baixa intensidade, o que deverá acompanhar o crescimento econômico da cidade.

 

4. Simplificação da denominação de zonas residenciais e mistas:

A diferenciação deverá acontecer apenas em casos específicos, que demandam, consequentemente esses parâmetros diversos.

 

5. Manutenção do mapeamento e parametrização dos Setores Especiais de Habitação de Interesse Social (SEHIS):

O mapeamento tornará mais clara as especificações de áreas que são destinadas a habitação social. Assim, haverá então uma maior facilidade em requalificar e regularizar ambientalmente esses locais.

Podemos dizer que o novo plano traz acertos e exageros.

Então, existem pontos que, de fato, são essenciais e trarão maior qualidade habitacional para a população. Já outros se apresentam como mera burocracia.

Essas são as alterações que deverão ocorrer no novo zoneamento e que representam uma mudança essencial para o bom funcionamento e ocupação adequada da cidade.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *